Byte Ideias Livros Reflexões Além do Código #Twaalf

Reflexões Além do Código #Twaalf

E aí, galera dos commit! Bem-vindos a mais uma edição de “Reflexões Além do Código”, onde hoje vamos dar um mergulho nas águas profundas (e às vezes turbulentas) do pensamento cartesiano. Preparem-se para uma viagem no tempo até o século XVII (sim! Estamos falando de algo de mais de 400 anos. Por essa o trending topics não espera ein), quando um francês metido a besta decidiu duvidar de tudo – inclusive da sua própria existência (Spoiler: ele existia mesmo!).

Hoje, vamos dar um gigantesco salto para trás no tempo e aterrissar no século XVII, uma época em que o debugging era feito com penas de ganso e os únicos vírus que preocupavam eram os da peste bubônica. Preparem-se para conhecer René Descartes, o cara que decidiu dar um Ctrl+Alt+Del na filosofia e rebootar todo o pensamento ocidental. Ele basicamente criou um firewall mental contra ideias pré-concebidas e iniciou um scan completo em busca da verdade. Então, coloquem seus chapéus de pensar (se é que nós realmente existimos para fazer isso) e vamos mergulhar nesse mar de dúvidas metódicas!

Apresentação: Livro da Vez

Título da Edição: O Discurso do método

Imaginem um mundo onde você não pudesse confiar em nada que aprendeu. Nem nos seus sentidos, nem nos seus professores, nem mesmo naquele tutorial do YouTube que te ensinou a consertar o bug impossível. É nesse cenário de desconfiança total que Descartes nos joga com O Discurso do Método. É tipo um reboot mental, só que bem antes dos computadores existirem.

E o que ele diz?

Descartes propõe um método radical para buscar a verdade: duvidar de tudo. É como se ele tivesse dado um delete sem where (quem nunca?) em todo o conhecimento humano e começado do zero (Disaster recovery? Esqueça!). Alguns pontos que me fizeram questionar se não estou vivendo em uma simulação (cuidado aí pessoal do second life):

Dúvida Metódica: Descartes duvida de tudo que pode ser duvidado. É tipo aquele momento quando você olha pro seu código e pensa “será que isso tudo tá certo mesmo?”.

Cogito, ergo sum: “Penso, logo existo”. A única coisa que ele não conseguiu duvidar foi do fato de que estava pensando. É o equivalente filosófico de um “Hello, World!” – a prova de que tem alguém em casa.

Método Cartesiano: Divide os problemas em partes menores, resolve do mais simples ao mais complexo. Soa familiar, devs? (devo lembrar aqui sobre princípios, práticas e guias de arquitetura? Acho que não né.rs)

Deus como garantia: Descartes usa Deus como um validador universal. Esse é o teste de aceitação dele (cada um escolhe o end user que bem entender, não é mesmo?)

Citações preferidas

“O bom senso é a coisa mais bem-repartida desde mundo, porque cada um de nós pensa ser dele tão bem-provido, que mesmo aqueles que são mais difíceis de se contentar com qualquer outra coisa não costumam desejar mais do que têm.”

“Minha terceira máxima era a de procurar sempre vencer antes a mim próprio do que à fortuna, e de modificar antes os meus desejos do que a ordem do mundo.”

“E, do mesmo modo que quando se põe por terra uma casa, reservamos o que sobra das demolições para aproveitá-lo na construção de outra nova, assim, ao destruir todas as minhas opiniões que julgava mal fundadas, fazia diversas observações e adquiria outras experiências que me serviram, a seguir, para estabelecer outras mais certas.”

“É por isso que faço aqui uma declaração que, bem sei, não me servirá a tornar-me notável no mundo, mas também vontade nenhuma tenho de o ser; e que considerar-me-ei sempre mais grato para com aqueles por cujo favor me seja permitido gozar sem impedimento do meu lazer do que ficaria aos que me oferecessem os mais honrosos empregos da Terra.”

Ficamos por aqui

Como “pensadores” da era digital (ou pelo menos pessoas que ocasionalmente pensam entre um commit e outro), estamos constantemente construindo e desconstruindo realidades. Mas e se a realidade mais importante a ser questionada for a nossa própria?

Que tal aplicarmos o método cartesiano na nossa vida tech? Duvidar dos frameworks hype, questionar as “melhores práticas”, e talvez, só talvez, encontrar verdades fundamentais no meio do caos do desenvolvimento.

Lembre-se: antes de otimizar seu código, otimize seu pensamento. Afinal, o bug mais difícil de corrigir é aquele que está na nossa própria lógica.

Espero que tenham gostado e se inspirem em compartilhar (a informação só representa riqueza quando compartilhada). Incentivo a postarem livros que gostem!!!

Se for de seu agrado, deixe nos comentários sugestões de livros (a promessa de leitura será simbólica, minhas estantes estão arriando de tanto material pra ler ainda, senhor!!! Rs).

Até a próxima!!!

“Em cada página virada, estamos nos construindo como pensadores, abrindo um portal para infindáveis possibilidades. Que nossos diálogos continuem a inspirar, conectar e transcender fronteiras. Juntos, elevaremos a narrativa além dos códigos.”

#ReflexõesAlémDoCódigo

#Leitura

#Filosofia

#Descartes

#Método

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Related Post